sábado, 20 de junho de 2009

Toda a eternidade do momento presente


Arte de: Pollock

Lorenzo Ganzo Galarça

No enfrentamento, não existe espaço para a incapacidade.

Na guerra, não existe meio termo. Em uma batalha, não se pede ao adversário um tempinho para retocar o rímel, lixar as unhas ou aparar as pontas.

É matar ou morrer. Duas alternativas, uma escolha. A incerteza não convive com a paciência. É bom ter, pelo menos, reflexos de bom gosto.

O caráter forma-se em situações de risco. Amadureci por obrigação. Cortei a primeira barba com o fio da faca.

A eternidade encontra-se nos detalhes. O momento presente que já está escorrendo pelas mãos e fundindo-se às placas da história.

Nenhum diálogo deve ser subestimado. Toda palavra, todo gesto, todo olhar carrega um conteúdo infinito.

Uma formiga com transtorno de personalidade.

A seiva da árvore é extraída do concreto na calçada.

Tudo o que se apresenta, na verdade, carrega um mundo novo atrás dos olhos.

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