terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O Brasil é uma família ausente.



Lorenzo Ganzo Galarça

Se não fossem os desabamentos e as chuvas, em Santa Catarina...

O Brasil é como uma família que só se encontra quando um familiar passa mal. É aquele tipo de encontro chato, aonde as pessoas acabam contando as novidades as outras quase por obrigação. Tudo com aquela lentidão moribunda.

Traio a minha tradição quando digo que gostaria de um Brasil mais unido. O Rio Grande enraizou sua cultura em disputas de poder: Metaleiros e Sertanejos, Chimangos e Maragatos, Colorados e Gremistas. Porto Alegre é placo da discórdia.

Todas aquelas brincadeiras tais como: Gaúcho viado, Baiano largado e Carioca folgado. É o jeito com que a nossa grande família se comunica. 9.372,614 km2 é muita estrada de chão batido para reunir todos numa ceia de natal.

O Brasil só é conjunto no nome. Somos como formigas individualistas que se aglomeram pois tem medo do perigo. O Brasil não é país porque quer. É porque precisa.

Ele é pleno de mais para ser unido. Não temos terremotos, não conhecemos furacões, não sofremos atentados terroristas e não somos palco para guerras étnicas. É impossível uma família permanecer junta frente a tão pouco movimento.

Acredito que preferimos ficar em casa, assistindo ao jornal nacional, um dos poucos inter-ligantes da nossa convivência.

Minha família me abandonou.
Minha pátria sou eu.

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