domingo, 5 de outubro de 2008

Mais uma tarde

Alícia pulava pelas pedras recém postas numa calçada em obras.
Em meio ao que para mim era uma tarde desperdiçada, arruinada e totalmente enlouquecedora a diabinha ainda se dava ao luxo de ficar feliz!
Procurei no passado algo que me explicasse, que me confortasse ou que simplesmente me anestesiasse do sentimento de incapacidade e ignorância frente a minha dor.
A resposta não estava nem no passado, nem no futuro e nem sequer em algum lugar muito complexo ou bem disfarçado, digno de investigação.
Estava bem do meu lado.
De mãos dadas comigo.
Eu estava cego para a cura.
Preferia a angustia.
Fazia mais sentido.


Lorenzo G.G.

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