quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Condição da Escolha.

A menina entra porta adentro como se fosse uma atriz de teatro.
Pergunta-me se prefiro a presilha de cabelo azul bebê, rendada; ou a presilha de cabelo azul bebê, rendada, e com pequenos laços cor-de-rosa.
Francamente, são iguais a olhos desatentos.
Seriam iguais, para mim, se não estivessem sobre as condições que estavam.
Para a minha irmã fazia toda a diferença do mundo; Para mim também.
Ela precisava que eu opinasse.
Precisava que eu lhe mostrasse a condição da escolha.
Não escutou a minha opinião para reprimir uma inclinação interna sobre a qual usar.
Pelo contrario, escolheu a qual eu não tinha escolhido.
O pronunciamento da minha inclinação seria como uma chave de um guarda-roupa.
Para que pudesse abri-lo e escolher qual inclinação lhe caberia melhor.
Agora sim.
Livre para escolher.
Desfilou com seu cabelo solto.


Lorenzo G.G.

Um comentário:

Cínthya Verri disse...

Te conto que Clarice Lispector contava que ela não tinha opinião antes de ouvir alguma. Nem que fosse apenas pra descobrir que discodava...