segunda-feira, 28 de abril de 2008

Celebrações

Rafael:-Não gosto de comemorar aniversários.
Lorenzo:-Por que que tu não gosta?
Rafael:-Porque seria a mesma coisa que comemorar estar mais perto do dia da nossa morte.
Lorenzo:-Tudo bem, mas eu acho que quanto mais comemorações nós conseguirmos realizar ao longo de uma vida, melhor!
Essas datas comemorativas ( aniversários, dia do médico, dia do cachorro, dia do amigo) estão muito ligadas a incapacidade das pessoas em comemorar todos os dias como únicos e celebrar tudo o que lhes acontece.
Como dizia Nietzsche:"Amor fati", ou seja, amor aos fatos da vida.
Essas datas comemorativas são combinações que a sociedade cria para justificar o ato de celebrar a vida!
Este é o nosso mundo.
Então
Vamos comemora-lo!




Lorenzo G.G.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Letras

Já pararam para pensar em como as letras são inteligentes. O “g” não se queixa de ficar ao lado do “o”.

Agora, se você escrever o “q” sem o “u” ele fica incomodado.

Quando elas se sentem desconfortáveis, vão dando sinais de que gostariam de ser reescritas. Já imaginaram se as letras não conversassem com a gente?

Que bagunça que seria... Umas vogais pra cá, outras consoantes para lá... Tudo bagunçado... Não ia dar pra entender nada!

Quando lemos algo bom e bonito as letras chegam a brilhar de uma outra maneira. Enquanto escrevo, algumas letrinhas soltam um leve sorriso, outras enchem a boca de felicidade.

Tão lindo ver suas carinhas jogadas e seus corpinhos nessa folha branca.

-Incríveis...


Lorenzo G.G.


quinta-feira, 17 de abril de 2008

Um pouco de nós

Escrevo de um comentário que virou prosa:
Depois de ler o poema de Quintana sobre a natureza (Citações).
Percebi como é raro esse nosso encontro com a natureza, com os nossos instintos.
O tempo todo, nos tomamos de um intenso contado com a paisagem, porque ela também é nós.
A partir do momento em que digo que nós também somos paisagem significa que o que enxergamos, tudo o que vemos, é um reflexo de quem somos.

Vinicius dizia em seu poema "O operário em construção".
Que em cada tijolo existia um pouco do operário.

Isso aparece no nosso dia-a-dia como quando:
Ao pagarmos os nossos impostos estamos contribuindo para o crescimento da cidade,logo, em cada praça, em cada rua e em cada esquina está um pouquinho de nós.


Lorenzo G.G.

sábado, 5 de abril de 2008

Glorioso Cotidiano

Hoje navegando pelas ruas de minha pátria, deparo-me com muitos pensamentos. Observando cada pessoa na rua e estudando suas singularidades( engraçado falar de singularidade no plural). Singularidade não existe só uma dentro de nós e sim várias, milhões delas. É isso que nos torna humanos.
As pessoas nas ruas me pareciam todas, sem exceções lindas, maravilhosas!
Percebi que havia deixado de olhar suas belezas externas e sim estava a enxergar a essência de cada uma de suas singularidades.

Lorenzo G.G

Relações de "amor"

Bom...

Eu queria falar um pouco sobre o texto abaixo (Raro Diálogo).

O que foi mostrado, foi uma discussão muito comum entre duas pessoas.Os dois personagens discutiam um com o outro sobre uma relação de "amor" extremamente possessiva.

Na nossa atual sociedade a grande maioria das relações se inclina na tentativa consciente\inconsciente de controlar as pessoas. Em função disso, a palavra "amor" foi escrita em letra minúscula e com aspas.

Quando se está amando verdadeiramente, as tentativas de controle são deixadas de lado e o amante valoriza a autonomia e busca sua felicidade. Essa realização é o que possibilita aos amantes serem realmente livres.Só assim podemos nos referir ao Amor com letra maiúscula e sem aspas.

Quando nos encontramos desconectados de nós mesmos e tentamos controlar a vida dos outros é aconselhável despertar!

Um simples, porém extraordinário ato de CARINHO...

Por que fiz questão de que o Carinho fosse dito pelo personagem"Não importa"?

Porque quando existe Amor,não importa quem é o sujeito apaziguador.

Não existe competição e sim a consciência de ambos de que aquele bate-boca não vai dar em nada.


Lorenzo G.G

Um Raro diálogo

João:
-Eu acho que você não deveria ficar se metendo no meu jeito de falar , Mônica!

Mônica:
- E eu acho que você deveria pensar um pouco mais nos sentimentos dos outros antes de dizer qualquer bobagem!

João:
-Você está sempre tentando me controlar e me dizer como viver!

Mônica:
-Agora, dizendo isso, tu também está se metendo no meu jeito de ser, pois você quer que eu seja e pense de outra forma!

[...]

Não interessa:
-Vamos ao cinema?


Lorenzo G.G